O Universo Não É Seu Pai: Porque a "Lei do Retorno" é Uma Ilusão Confortável


Existe uma ideia amplamente divulgada de que o universo é um mecanismo de justiça automática, com engrenagens invisíveis que recompensam boas ações e punem as ruins. Essa narrativa, defendida pela "Lei do Retorno" e sua famigerada versão tríplice popularizada por sistemas como a Wicca, é tão sedutora quanto o conceito infantil de que nossos pais sempre vão cuidar de tudo por nós. Mas aqui vai a verdade incômoda: o universo não é seu pai, não está em "modo automático" e, honestamente, você só é especial para sua mãe... e olhe lá!

A "Lei do Retorno" perpetua a ilusão de que há um controle externo que regula o caos. No entanto, a magia do caos, com toda sua brutal honestidade, desafia essa ideia ao expor que a verdadeira responsabilidade pelo que acontece em nossa vida está exclusivamente em nossas mãos. Peter Carroll, em suas obras fundadoras da magia do caos, lembra que o universo é indiferente a conceitos morais humanos. Essa indiferença não é algo a temer, mas sim a celebrar, pois nos liberta das amarras de dogmas que limitam nosso poder pessoal.

Imagine o quão paralisante é acreditar que cada passo fora da linha resultará em punições cósmicas ou "débitos espirituais". Isso não é justiça divina, é uma prisão mental. Enquanto você espera pelo retorno das suas boas ações, o que realmente volta são frustrações. Afinal, o universo não tem nenhuma central de atendimento para analisar sua bondade ou maldade. Ele é, como sempre foi, um caos pulsante de possibilidades que só responde à ação clara e intencional.

A ideia de pecado, intimamente ligada à "Lei do Retorno", é outro grilhão mental. Desde cedo, somos ensinados a temer consequências desproporcionais para ações que não prejudicam ninguém, mas violam códigos arbitrários. Esses códigos, ao serem internalizados, se tornam armas psíquicas que nós mesmos usamos contra nosso potencial. Carl Jung identificou o "pecado" como uma projeção do inconsciente coletivo destinada a manter a ordem social. Em contrapartida, a magia do caos convida à subversão dessas projeções e à criação de uma ética própria.

Quando se trata de enviar de volta energias negativas ou de recorrer à magia destrutiva para se defender, muitos recuam, temendo consequências kármicas. No entanto, obras como o "Grimorium Verum" e os sistemas de trabalho com os 72 demônios da Goécia ensinam que estas são ferramentas válidas e necessárias em determinadas situações. Não se trata de agir impulsivamente, mas de assumir o controle ativo sobre sua vida e seu destino. Afinal, como esperar que um universo supostamente justo puna um inimigo quando ele sequer reconhece seus conceitos de "certo" e "errado"?

E vamos falar sério: se o retorno fosse realmente proporcional, quantos "grandes vilões" da história não teriam tido finais mais trágicos? A realidade é muito mais caótica, e o poder está em quem o reivindica, não em quem espera. Esperar por uma justiça automática é como acreditar que sua sorte vai mudar comprando um bilhete premiado em uma rifa que nunca foi sorteada.

O "universo automático" é um mito que conforta os que preferem esperar pela justiça em vez de criá-la. Para a magia do caos, o universo é um campo infinito de possibilidades a ser moldado pela vontade e ação conscientes. Rituais de banimento e invocação, como o Ritual Menor do Pentagrama ou as técnicas da magia sigilizada, capacitam o prático a se tornar o criador de sua própria realidade. Esses instrumentos nos ajudam a ultrapassar o medo da represália universal e abraçar nosso papel como agentes ativos no jogo da existência.

A magia do caos não oferece garantias, mas também não impõe limitações irreais. Ela liberta ao mostrar que o único "retorno" que importa é o da sua intenção bem dirigida. Ao invés de esperar por um universo que toma conta de você, torne-se o mago que direciona suas forças para construir a realidade que deseja. Use sigilos, servidores, egrégoras e destrua as crenças limitantes que te mantêm preso.

Em suma, parar de esperar por um retorno automático do universo é o primeiro passo para assumir o controle de sua própria vida. A verdadeira liberdade surge quando percebemos que somos nós que definimos as regras do jogo. O universo não está aqui para lhe agradar ou corrigir as injustiças do mundo. Cabe a você fazer isso. Se você está pronto para dar esse salto e explorar o poder que verdadeiramente possui, convidamos você a nos procurar no direct do Instagram para aprender sobre magia do caos e como transformar sua vida com intenção e ação conscientes.

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