Por que os perigos da mediunidade podem ser minimizados com práticas de magia do caos e métodos evocatórios?


Na magia do caos, há uma desconstrução fundamental do conceito de verdade absoluta em práticas espirituais. Isso implica que confiar exclusivamente em um sistema mediúnico centrado em uma única fonte, como o espiritismo clássico, torna-se arriscado. A mediunidade, especialmente quando envolve incorporação, exige a abertura da aura. Essa abertura, se não for bem administrada, pode deixar o praticante vulnerável a entidades nocivas, larvas astrais e vampiros energéticos. Mesmo métodos de proteção sugeridos tradicionalmente, como banhos de sal grosso, oferecem apenas barreiras temporárias.

Em contrapartida, a magia evocatória, como a Goétia e o sistema Enochiano, proporciona ferramentas mais precisas para lidar com entidades espirituais. Esses sistemas trabalham com círculos mágicos, triângulos de evocação e selos específicos, minimizando o risco de exposição direta e descontrolada do magista. Na Goétia, por exemplo, cada entidade é chamada por meio de conjurações claras e delimitações rigorosas, mantendo um espaço seguro para o magista operar​​​.

Além disso, a magia do caos introduz práticas que dependem mais da introspecção e do controle consciente do praticante. A criação de sigilos e servidores, como descrito por autores como Peter Carroll e Ray Sherwin, reduz a dependência de entidades externas. Essas práticas canalizam as intenções do magista diretamente em formas simbólicas ou energéticas que podem ser programadas e desativadas conforme necessário, sem abrir portas desnecessárias para o plano astral​​.

O uso de oráculos como o tarot também se destaca como uma abordagem segura e introspectiva. O tarot, longe de abrir auras ou invocar diretamente entidades, opera como um espelho arquetípico para a mente inconsciente. Ele permite que o praticante navegue por questões espirituais e psicológicas sem exposição direta a forças externas potencialmente nocivas. Conforme a perspectiva junguiana destaca, os arquétipos presentes nos oráculos se conectam a padrões universais, mas não exigem a abertura de canais energéticos vulneráveis​.

Portanto, ao invés de expor a aura e correr riscos desnecessários, a magia do caos e os métodos evocatórios fornecem controle, segurança e maior eficiência. Ao estruturar práticas com rigor técnico e equilíbrio simbólico, o praticante se resguarda e mantém o foco no crescimento e na reflexão, evitando armadilhas espirituais e emocionais.

por Zahir Almyst

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